PCdoB convida militância para encontro de lideranças políticas de Santo André

O PCdoB convida a sua militância para participar de atividade na próxima quarta-feira (02/12) no clube de Portugal (Rua Juazeiro, 32 – Bairro Paraíso – Santo André) para encontro de lideranças políticas de Santo André, para discutir a conjuntura política de nossa Cidade.

O encontro parte da organização de doze (12) partidos: PCdoB, PT, PMDB, PSC, PDT, PTN, PRP, PSL, PROS, PTdoB, PR e PSD.

convite

Comitê de solidariedade as ocupações será lançada em Santo André nesta terça-feira (01/12)

O comitê de solidariedade aos estudantes das escolas ocupadas em Santo André será lançado ás 19h desta próxima terça-feira (01/12) no auditório da câmara dos Vereadores de Santo André.

O PCdoB faz parte do comitê ao lado de diversas entidades, partidos políticos e movimentos sociais como: CUT, Sindicato dos Bancário, Sindicato dos Metalúrgicos de Santo André, CTB, UESA, Liga Santoandreense de futebol, PDT, PT, Craisa, Sindicato dos Correios, Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, Sindicato dos Químicos, Sinpro, DCE- Uniabc, PSOL, MST, MTST, UBES, Apeoesp, UPES, Sind Saúde, Sindserv, PCO, UJS, Fundação SA, JPT,  AJR, UEE, UMES.

Secretaria de Educação de Alckmin fala em abrir “guerra” contra estudantes: áudio da reunião vazou

Reportagem exclusiva, de Laura Capriglione*, mostra que secretaria do PSDB teria procurado ajuda de jovens militantes tucanos e até de um Cardeal católico: objetivo é isolar e derrotar os estudantes que lutam contra desmonte da rede estadual.

Em reunião realizada agora há pouco, na antiga escola Normal Caetano de Campos, a primeira escola pública de São Paulo na era republicana, cerca de 40 dirigentes de ensino do Estado de São Paulo receberam instruções de Fernando Padula Novaes, chefe de gabinete do secretário Herman Jacobus Cornelis Voorwald, sobre como deverão agir a partir de amanhã para quebrar a resistência de alunos, professores e funcionários que estão em luta contra a reorganização escolar pretendida pelo governador Geraldo Alckmin.

A reunião foi realizada em uma sala anexa ao próprio gabinete do secretário.

Jornalistas Livres estavam lá e escutaram o chefe de gabinete anunciar para os dirigentes de ensino que o decreto da “reorganização sai na [próxima] terça-feira”. Segundo ele, “estava pronto na quinta passada (26/11) para o governador assinar”, mas pareceria que o governador não “tinha disposição para o diálogo”. A maioria na sala (todos “de confiança” do governo), suspirou de alívio, e Padula emendou: “Aí teremos o instrumento legal para a reorganização”.

Trata-se de uma gravação esclarecedora, que merece ser ouvida em sua íntegra pelo que tem de revelador. Nela, o chefe de gabinete Padula repete inúmeras vezes que todos ali estão “em uma guerra”, que se trata de organizar “ações de guerra”, que “a gente vai brigar até o fim e vamos ganhar e vamos desmoralizar [quem está lutando contra a reorganização]”. Fala-se da estratégia de isolar as escolas em luta mais organizadas. Que o objetivo é mostrar que o “dialogômetro” do lado deles só aumenta, e que a radicalização está “do lado de lá”.

Também importante foi o ponto em que o chefe de gabinete falou da estratégia de “consolidar” a reorganização. A idéia é ir realizando as transferências, normalmente, deixando “lá, no limite” aquela escola que estiver “invadida”. Segundo ele, o máximo que ocorrerá será que aquela escola “não começará as aulas como as demais”.

A reunião mencionou também o papel de apoio que a Secretaria de Segurança Pública, do secretário Alexandre de Moraes, está tendo, fotografando as placas dos veículos estacionados nas proximidades das escolas, e identificando os seus proprietários. Com base nessas informações, a Secretaria de Educação pretende entrar com uma denúncia na Procuradoria Geral do Estado contra a Apeoesp.

Padula contou como procurou o cardeal arcebispo de São Paulo, dom Odilo Scherer, “A gente precisa procurar todo mundo, não é?”, dele recebendo a orientação para responder aos que se opõem à “reorganização”. “Vocês precisam responder”, teria dito dom Odilo ao chefe de gabinete do secretário Herman Jacobus Cornelis Voorwald. Dom Odilo teria afirmado ainda que “as ocupações nas escolas têm o objetivo de desviar o foco de Brasília”.

Foi interessante notar que a mesma reunião que insistia em denunciar a presença de partidos e organizações radicais entre os meninos e meninas contou com o anúncio solene da presença de um militante do Movimento Ação Popular, ligado ao PSDB e presença frequente nas manifestações pelo impeachment da presidente Dilma Rousseff.

* Laura Capriglione trabalhou na Folha e na Abril, entre outros. Mas jamais achou que fosse sócia da família Frias ou dos Civita. Entre outras funções inglórias, teve que aturar esse blogueiro (na época, em inicio de carreira), como seu editor-assistente na “Folha”, nos idos de 1991/1992.

Representantes de Santo André participam da conferência estadual do PCdoB

Com Morgana Ribeiro e Renato Ramos como delegados representando a Cidade de Santo André na conferência estadual do PCdoB neste sábado (28/11) a direção estadual do partido foi eleita, assim como grande debate sobre a conjuntura nacional e estadual com a presença do Prefeito de São Bernardo Luiz Marinho do (PT) e do Ministro da Defesa Aldo Rebelo (PCdoB).

Morgana Ribeiro e Renato Ramos foram delegados por Santo André.

Morgana Ribeiro e Renato Ramos foram delegados por Santo André.

Tivemos eleitos para a próxima direção estadual dois camaradas membros do PCdoB de Santo André: O presidente do comitê municipal da Cidade Aldo Meira Santos e o membro da direção municipal Renê Vicente que também é Presidente do Sinatema.

Representantes de Santo André participam de encontro Sindical do PCdoB no Rio de Janeiro

Reunindo 250 lideranças sindicais de todo o país, a Secretaria Sindical do Partido Comunista do Brasil (PCdoB) realiza nesta quinta-feira (26) e sexta (27), no Rio de Janeiro, o 6º Encontro Nacional Sindical.

Representantes de Santo André no encontro no Rio de Janeiro.

Representantes de Santo André no encontro no Rio de Janeiro.

“Para o Partido, o movimento sindical classista é ferramenta indispensável para enfrentar e reverter esse quadro de dificuldades. Os sindicatos são polos de organização, mobilização e politização dos trabalhadores. Para dar consequência a esses grandes objetivos, é fundamental o protagonismo dos trabalhadores na grande política. Essa grande política, no entanto, precisa unir por uma ampla rede de organizações de base, alicerce básico para avançar em direção a nosso rumo estratégico, a construção do socialismo!”, diz tese de debate do encontro.

Encontro é realizado na Cidade do Rio de Janeiro

Encontro é realizado na Cidade do Rio de Janeiro

A abertura do evento contou com a palestra da presidente nacional do PCdoB e deputada federal Luciana Santos (PE), que abordou a conjuntura nacional e o papel dos trabalhadores.

O encontro terá outras três mesas temáticas: “A construção partidária entre os trabalhadores”, com a palestra do Secretário Sindical Nacional do partido, Nivaldo Santana; “Nova luta pelo socialismo”, com Renato Rabelo, membro do Comitê Central do PCdoB; e “”A luta pela hegemonia e o trabalho intersindical”, com o presidente nacional da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), Adílson Araújo.

Presidente do PCdoB de Santo André Aldo Meira presente no encontro

Presidente do PCdoB de Santo André Aldo Meira presente no encontro

 

UMES diz não a proposta de acordo e convoca estudantes a reforçarem as ocupações e permanecerem firmes na luta

Estudantes se reuniram para dizer não a proposta de acordo

Estudantes se reuniram para dizer não a proposta de acordo

Na manhã desta quinta-feira (26/11) a UMES Santo André esteve reunida com representantes das escolas ocupadas para apresentar a minuta da petição que será protocolada pela comissão jurídica da entidade ainda nesta quinta-feira. A minuta tem sido construída a partir das assembléias realizadas nas ocupações com os estudantes e em reunião no dia 24/11 que contou com os representantes das escolas ocupadas e que por unanimidade decidiram por não aceitar a proposta do juiz de Santo André.

Com a presença dos representantes das escolas ocupadas: Valdomiro Silveira, Oscavo de Paula e Silva, Américo Brasiliense, Nélson Pizzotti, José Carlos Antunes e José Augusto de Azevedo Antunes a comissão jurídica apresentou o conteúdo da petição e esclareceu as dúvidas dos estudantes sobre a última audiência realizada no fórum de Santo André.

Os advogados deixaram claro que o processo citado diz respeito apenas à reintegração de posse da escola estadual Valdomiro Silveira. E que esses boatos que tem circulado nas redes sociais sobre acordo entre UMES e governo não passam de mentiras plantadas por grupos que estão tentando minar a unidade da luta dos estudantes contra o ponto central que é a reorganização/ reestruturação em curso nas escolas e que toda e qualquer decisão é soberana dos estudantes por meio de suas assembléias.

Confira o trecho principal do despacho que será protocolado ainda nesta quinta-feira no fórum:

Ocorre excelência que hoje temos em Santo André 13 (treze) escolas ocupadas, com grande possibilidade de novas adesões e, no Estado de São Paulo já somam cerca de 200 (duzentas) escolas ocupadas, onde todos os manifestantes apelam para o Governador do Estado de São Paulo e a Secretaria de Estado de Educação revoguem a referida “reestruturação/reorganização”.

Nesse sentido, e, tendo em vista que a questão tratada diz respeito a todo o Estado de São Paulo e não ao Município de Santo André de maneira isolada, a comunidade escolar não aceita a proposta de acordo da audiência de 23/11/2015, devendo seus representantes acatar a deliberação do coletivo.

NOTA OFICIAL DA UMES SANTO ANDRÉ – 25/11/2015

UMES LOGO BANDEIRA

A União Municipal dos Estudantes Secundaristas de Santo André UMES Santo André – entidade histórica da luta estudantil é composta por estudantes eleitos em congresso estudantil convocado amplamente nas mais de 120 escolas da cidade. Em suas epopéias de lutas constam: as grandes marchas pelo Passe Livre Estudantil, O Fora Collor, Em defesa do Ensino Técnico, Contra a (de)forma do ensino público (Rose Neubauer) e várias outras lutas gerais juntos com a UPES e a UBES (União Paulista e União Brasileira dos Estudantes Secundaristas), e lutas pontuais juntos com os Grêmios Estudantis nas escolas da cidade. Desde 1990, quando a maioria dos estudantes secundaristas atuais ainda nem tinham nascido, a consciência e rebeldia estudantil levavam a UMES na cabeça. Na luta atual contra o esfacelamento da educação pública, os estudantes da UMES mostram sua vocação de lutar mantendo a UNIÃO, ORGANIZAÇÃO e RESISTÊNCIA com inteligência e conseqüência nas lutas. Estamos sofrendo ataques de todos os lados: do Estado, da Diretoria Regional de Ensino, do Judiciário e de pessoas que querem jogar na divisão do movimento. Mas como sabemos que quem põe a cara na rua e se propõem a fazer as coisas estão sujeitos a riscos, não nos abalamos. Tudo isto apenas reforça nossa UNIÃO e disposição de fazer mais pelo movimento e pelos estudantes. Buscar as conquistas e mais direitos pra nós estudantes. Temos na mira o nosso adversário principal, que são os inimigos da educação pública: O Governador e o Secretario de Educação. É contra estes que lutamos. Santo André é a cidade que proporcionalmente tem mais escolas ocupadas e em números absolutos só estamos atrás da capital. Não é por acaso que a UMES sofre forte pressão Jurídica e do Estado, e desde que o Juiz em Santo André quis nos impor um recuo entramos prontamente com liminar pra derrubar a decisão judicial balizados na jurisprudência da determinação judicial na capital que representou vitória pros estudantes. Conseguimos até agora retardar as “reintegrações de posse” reivindicadas pelo Estado. Se não obtivemos a vitória integral na primeira e segunda audiência judicial, lutaremos e ganharemos na terceira ou quantas vierem pela frente. Não nascemos pra desistir. Sentimos que estamos cumprindo com nossa missão, pois na maioria das escolas ocupadas tivemos participação e influência e somos solidários com as lideranças e organizações que ocuparam outras escolas. Nossos objetivos são os mesmos. E a reposta da UMES contra os que nos atacam será incentivar e ampliar a mobilização das ocupações, e contra o governador ditatorial que em nenhum momento se propôs a debater com a comunidade escolar e que enxerga a educação como “gasto” ao invés de investimento, nossa única alternativa é a radicalização da luta estudantil. Estamos de ouvidos abertos pra compor com todos que entenderem que a UNIÃO de forças populares é imprescindível para derrotarmos o poderoso Governador e Secretario de Educação do Estado. Ninguém é dono da luta, mas os estudantes têm todo direito de se organizarem e se representarem na organização que acharem melhor. Quem ataca a UMES está ajudando por tabela o Governador, jogando contra o movimento e estudantes contra estudantes. Da parte da UMES o único compromisso é com a luta estudantil e a busca da vitória nessa batalha. Iremos atuar em todas as frentes de luta: social, institucional e jurídica, sem negar apoios pra derrotarmos os inimigos da educação pública. Os estudantes ouviram a UMES denunciando o anti-projeto da educação na frente de suas escolas antes mesmo das ocupações acontecerem. Participaram das passeatas chamadas pelas UMES, se reuniram com os dirigentes da organização e sentiram de perto o compromisso histórico da UMES. Em 2016 haverá Congresso Estatutário da UMES Santo André, novas lideranças estudantis que estão despontando nessa batalha assumirão a diretoria da UMES e darão continuidade a este processo histórico de lutar com e pelos estudantes, pela escola e educação pública. Esta não é a primeira nem será a ultima batalha da UMES Santo André. Pelo legado de luta que nos foram passados, pelas nossas consciências de lutar e por nosso compromisso com essa história… Respeite quem pode chegar aonde à gente chegou! UMES Santo André, dos estudantes, pelos estudantes e para os estudantes.

Aumenta número de escolas ocupadas em Santo André

Assim como em todo o Estado de São Paulo as ocupações das escolas estaduais em Santo André tem crescido nos últimos dias. Na manhã desta segunda-feira (23/11) ocorreu a ocupação da escola estadual Professor José Carlos Antunes na Vila Luzita e na noite das escolas estaduais Professor Wanda Bento Gonçalves no Jardim Santo Alberto e Marajoara II no Parque Marajoara.

Na manhã desta terça-feira (24/11) ocorreu a ocupação da escola estadual Professor Nélson Pizzotti Menses no Jardim Carla.

Ocupação da EE José Augusto Antunes na manhã de segunda.

Ocupação da EE José Augusto Antunes na manhã de segunda.

Confira as escolas estaduais ocupadas em Santo André:

E.E. Prof. José Augusto de Azevedo Antunes (Santo André)
E.E. Antônio Adib Chammas (Santo André)
E.E. Dr. Américo Brasiliense (Santo André)
E.E. Oscavo Paulo (Bangu, Santo André)
E.E. Senador João Galeão Carvalhal (Santo André)
E.E. Valdomiro Silveira (Santo André)
E.E. 16 de Julho (Santo André)
E.E. 8 de Abril (Santo André)
E.E. Parque Marajoara II (Santo André)
E.E. Professor Nelson Pizzotti Mendes (Santo André)
E.E. Wanda Bento Gonçalves (Santo André)

Todos e todas rumo à 17ª Conferência Estadual do PCdoB/SP

1- Internacional – A crise do capitalismo continua em agravamento e sem perspectiva de estancar. Nesta fase, as nações centrais fazem grande esforço de jogá-la nas costas dos países em desenvolvimento.

2- Na América Latina e Caribe, há uma escalada da direita e do imperialismo, utilizando novas e velhas táticas, para tentar pôr um fim aos governos de esquerda e progressistas da região. Brasil, Argentina, Venezuela e Equador, entre outros, sofrem essa ação.

3- A ação do imperialismo na luta política em nosso país é um dado permanente, mas se avulta quando seus interesses são contrariados, como é o caso deste ciclo progressista em geral, e da questão do pré-sal em particular.

4- Nacional -Vivemos um quadro político nacional de elevada tensão e polarização. Os setores oposicionistas atuam abertamente no sentido de interromper o quarto mandato do campo popular. Todo o consórcio oposicionista (partidos, mídia, judiciário, capital financeiro, imperialismo) age deliberadamente contra a presidenta Dilma. Uma parcela atua de maneira abertamente irresponsável e golpista, visando interromper imediatamente o mandato através de impedimento da presidenta. Outra parcela age para desgastar a presidenta e criar um clima irreversível de interrupção do ciclo progressista em 2018.

5- O campo governista convive, neste segundo mandato de Dilma, com uma conjunção muito grande de fatores negativos: crise internacional acossando o país; crise na Petrobrás; Operação Lava Jato; dificuldades na área energética; anúncio de medidas que atingem o interesse dos trabalhadores; inflação; desarticulação da base de apoio no Congresso; oposição aberta do presidente da Câmara; falta de coesão no PT e dos aliados em torno do rumo a tomar; entre outros fatores.

6- A grande mídia tem se colocado cada vez mais como o 4º poder neste cenário. Como tem lado, ela dá destaque a qualquer ação contra o governo e o PT e omitem os casos de corrupção envolvendo a oposição e os membros do PSDB. Porém, não há uma unidade entre eles, ora atuam pelo impeachment, ora pelo desgaste e levar essa ação negativa até 2018. É preciso registrar que tudo isso é fruto da falta de debate dos últimos governos em pautar e enfrentar a democratização da mídia e das políticas sociais.

7- Este quadro mostra que ocorreu uma clara mudança na correlação de forças dentro do país, na qual a oposição apresenta-se mais forte e nosso campo em dificuldades. O PCdoB atua intensamente para garantir a estabilidade do governo Dilma, buscando coesionar as forças que o sustentam em torno dos compromissos assumidos abertamente em campanha: realização dos ajustes necessários para enfrentar a crise sem mexer nas conquistas dos trabalhadores e trabalhadoras, procurando abrir caminho para uma retomada do crescimento econômico e do desenvolvimento social. Neste sentido, precisamos atuar em defesa da democracia e da legalidade, da Petrobras, da retomada do crescimento econômico e dos direitos dos trabalhadores. Dado positivo foi a ação do Senado no sentido de restabelecer condições de governabilidade e pela indicação de uma agenda para enfrentamento da crise. Ao lado disso, a presidenta assume mais protagonismo e o governo procura retomar a iniciativa.

8- As medidas do chamado ajuste fiscal não revelam um rumo consistente e minimamente consensual para o enfrentamento necessário. A receita de “austeridade”, pregada no mundo inteiro pelos viúvos do modelo neoliberal tem obtido efeito desastroso onde é aplicada. No entanto, o quadro internacional exige medidas anti-crise. É um dos desafios centrais para nosso campo construir um programa de enfrentamento da crise que revele eficácia e ao mesmo tempo sintonia com o programa político que foi aprovado com a eleição da Presidenta.

9- A combinação de crise e instabilidade política, somada à crise econômica, às dificuldades da Presidenta e seu governo e a ação constante de um consórcio de oposição forte, tornam o quadro tenso, sem desfecho previsível.

10- É dever de primeira ordem rechaçar os planos golpistas, as tentativas de desestabilização e afastamento da presidenta. Precisamos dar atenção à articulação e às lutas dos movimentos sociais, que precisam cumprir papel político importante dentro deste quadro de crise, não somente na defesa de suas justas bandeiras, mas centralmente em defesa da democracia e da legalidade, da Petrobras, da retomada do crescimento econômico e dos direitos dos trabalhadores.

11- São Paulo. A onda de ceticismo também atinge, em menor grau, o governo do Estado e principalmente administrações municipais. No governo estadual, no que pese a vitória nas urnas, é claro o desgaste do chamado modo tucano de governar, desgaste este que só não é maior devido a ampla complacência do sistema midiático para com o governador Alckmin.

12- O escândalo das licitações no Metrô e a notória lentidão e atraso na entrega das obras; o péssimo desempenho na área educacional, somado à truculência com que tratou a greve dos professores; a constante crise na área de saúde; a grave situação das Universidades Públicas; as demissões na Sabesp, entre outros fatos, revelam que o tucanato já não consegue sustentar uma imagem de competência administrativa.

13- Outro setor que revela ineficiência do governo estadual é a Segurança Pública. A ação do crime organizado; as variadas chacinas; as denúncias envolvendo a Polícia Militar; as constantes trocas de comando do setor; e os índices carcerários muito acima da média nacional, revelam que nesta frente os tucanos têm colecionado derrotas contínuas.

14- O elemento de maior tensão é a crise hídrica que, além de maltratar boa parte da população, gerar incontáveis prejuízos para a produção industrial e agrícola, também paralisa o comércio e debilita o funcionamento normal de escolas e outras instituições.

15- A crise hídrica é agravada pela baixa intensidade de chuva do último período e, embora os diagnósticos já apontarem previamente a crise hidráulica, os governos do PSDB foram incapazes de realizar as obras e tomar medidas que evitassem o colapso que se avizinhava, como afirmou relatório do próprio Tribunal de Contas. O governador Alckmin negou a gravidade da situação, enquanto colocava o governo para já realizar racionamento seletivo, penalizando como sempre as regiões mais populares da periferia. Continua numa atitude pouco transparente acerca da dramaticidade do quadro e, principalmente, das medidas que efetivamente já foram tomadas e as que estão em estudo.

16- Assim, é nosso dever responsabilizar claramente Alckmin e seu governo pela grave crise que estamos vivendo. É preciso também exigir transparência no trato da situação: a sociedade tem o direito de saber o que está sendo efetivamente feito e quais são as medidas em estudo.

17- A batalha eleitoral de 2014 revelou, entre outras coisas, que há muita fragmentação no campo oposicionista no Estado e, principalmente, que há fragilidade no entendimento da realidade de São Paulo, o que se desdobra na falta de um projeto alternativo consistente.

18- Para superar esta dispersão, o Partido tem buscado constituir uma frente política e social no Estado, que possa debater os problemas e produzir propostas. Esta frente deve ser composta por partidos políticos, entidades do movimento social e personalidades.

19- O PCdoB está chamado a contribuir de maneira mais decidida no diagnóstico e nos prognósticos em relação à realidade paulista. Para isso, vamos constituir um sistema de estudos e debates sobre São Paulo que envolva a Fundação Maurício Grabois, a liderança do Partido na Alesp, nossa comunicação e outras estruturas partidárias para enfrentar essa necessidade que se impõe.

20- A bancada do PCdoB na Alesp é de caráter popular e atua conjuntamente com as entidades da sociedade organizada para pautar temas progressistas. Por iniciativa da deputada Leci Brandão, a bancada do PCdoB criou na Alesp a “Frente Parlamentar em Defesa da Petrobrás”, com ampla participação política de partidos, movimentos e sindicatos em defesa de nosso patrimônio nacional. O deputado Átila Jacomussi, por sua vez, lançou em nome da bancada a “Frente em Defesa do Emprego no ABC” na luta pela preservação dos empregos dos trabalhadores e trabalhadoras no maior polo industrial do estado de São Paulo.

21- Eleições 2016. Tendo como contexto a crise nacional, todas as forças políticas já atuam abertamente na preparação das eleições do próximo ano. Mesmo com a existência da instabilidade, agravada com a possibilidade de mudança de regras através da chamada Reforma Política, a ação em torno da batalha eleitoral vindoura se impõe.

22- O PCdoB atuará nas eleições de 2016 visando: a) Ampliar a influência eleitoral, social e política do Partido nos municípios; b) Eleger um grande número de prefeitos do Partido por todo o estado; c) na batalha dos legislativos municipais, lutando para apresentar chapa própria visando ampliar o número de vereadores do Partido no estado, com destaque para esse desafio nos municípios com mais de 200 mil eleitores.

23- Para atingir esses objetivos, o Partido precisa realizar amplo diálogo com todas as forças políticas do estado, buscando agir sempre em consonância com os interesses do PCdoB e da população. Firmaremos alianças com base em compromissos programáticos.

24- Nos executivos, o ponto de partida é a busca da reeleição nas quatro prefeituras que dirigimos, com destaque para Jundiaí; a eleição em Mauá, por envolver diretamente nosso deputado estadual Átila Jacomussi; e a disputa da capital paulista. Precisamos tirar consequências eleitorais em um grande número de municípios em que as nossas lideranças tiveram expressivas votações, principalmente as candidaturas que obtiveram mais de 10% dos votos no município, na disputa eleitoral em 2014. Também devemos analisar as outras lideranças que vieram posteriormente para partido para a disputa. Nos locais em que existirem condições para a indicação da candidatura a vice, podemos ocupar espaço, desde que não comprometa nossa condição de priorizar, nestes casos, espaço no legislativo.

25- Para as vereanças, buscaremos a reeleição dos atuais vereadores, a conquista de cadeiras nos municípios grandes em que não temos presença na Câmara e a ampliação de nossa presença no legislativo municipal em todo o estado. Desafio importante é a retomada de espaço na Câmara de Vereadores da capital.

26- É preciso valorizar a presença e participação feminina em nossas chapas. Primeiro, pela convicção da necessidade de empoderamento das mulheres; segundo, em função das normas legais que impõem participação de, no mínimo, 30% de mulheres nas chapas proporcionais.

27- Todas as alianças políticas e coligações do PCdoB, em todas as cidades do estado de São Paulo,, terão que ser ratificadas pela Direção Estadual. Cada cidade enviará no prazo a ser definido, correspondência com informações claras sobre quais táticas eleitorais utilizaremos e quais alianças e coligações faremos.

28- Estruturação Partidária. Duas particularidades devem ser levadas em consideração no debate da estruturação partidária. Primeiro, o forte agravamento da crise política, cuja repercussão em São Paulo tem grande dimensão; e segundo, situar nosso projeto eleitoral para 2016 nessa nova conjuntura de maior dificuldade para as forças de esquerda.

29- – Neste novo ambiente de alteração das condições para acumulação de forças, o papel do Partido será mais exigido, implicando termos mais rigor e determinação para impulsionar as linhas de ação e construção partidárias. Precisaremos cada vez mais de quadros e dirigentes comprometidos com o esforço de construção partidária e mais dedicados ao trabalho de direção como tarefa principal.

30- A realidade do Partido no Estado nos aponta para a consecução de maiores esforços planejados, dirigidos e controlados pelas direções, e direcionados para nosso crescimento partidário junto às bases sociais mais decisivas, na capital e grandes cidades onde estamos organizados.

31- Deveremos reexaminar organizativamente:

a. Com a Secretaria Sindical, as modalidades de organização partidária junto aos trabalhadores, apoiados nos seus dirigentes e militantes sindicais, e constituir bases militantes em diversas categorias e empresas. Também atuar no sentido de integrar quadros trabalhadores aos organismos e fóruns partidários, pois estes não podem ter atuação somente na esfera sindical.

b. Com a Secretaria de Juventude, dialogar sobre as formas político-organizativas de atuação partidária nas universidades, para que os comunistas que atuam na UJS tenham no Partido espaço para debate e orientação política e ideológica. Os jovens comunistas até 25 anos devem atuar prioritariamente na UJS. A partir desta idade, devem ser acompanhados com mais atenção pelo Partido, para que tenham eficaz transição para outras frentes de atuação na estrutura partidária.

32 – Aprimorar nossa atuação política e orgânica através da UBM e o consequente fortalecimento do Partido na luta pela emancipação das mulheres. Incorporar ao nosso cotidiano às trabalhadoras e jovens, de extrato social popular e outras lideranças que lutam por mudanças sociais, por mais e melhores direitos e políticas públicas para as mulheres. A direção estadual deve buscar condições para constituir o Fórum Estadual permanente sobre a emancipação da mulher.

33 – Reforçar a atuação do Fórum de Movimentos Sociais do PCdoB, coordenado pelo presidente estadual e pela secretaria dos movimentos sociais e, que integram ainda, as secretarias sindical, mulher, juventude, racial e dos movimentos sociais da Capital. Entendemos esta frente como decisiva para a disputa de hegemonia na sociedade e que na atual quadra da luta de classes exerce papel preponderante para a organização da contraofensiva. Nossa participação e mobilização junto à juventude, às mulheres, movimentos comunitários, de moradia, do movimento negro, LGBT, do Hip-hop, ambientalistas, de direitos humanos, entre outros, deve realizar a incorporação ao Partido de diversos lutadores destas áreas, num ambiente organizado e militante, democrático e favorável ao desenvolvimento de suas lutas, debates e reivindicações.

34 – As frentes partidárias de finanças, comunicação, e formação devem atuar sinergicamente com a política e a organização, e com base em seus projetos próprios, contribuir para o planejamento, promoção e reforço de nossa identidade política. Buscar maior comunicação entre os militantes e para os militantes e entre estes e dirigentes intermediários; campanhas de filiação; e cursos de formação. Devem contribuir para dotar o Partido de vida militante real e consciente, organizada, desde as Bases.

35 –  Precisamos retomar o debate à cerca da política de quadros e reposicioná-la a fim de ser uma das linhas mestras na nossa atuação, levando em conta os três eixos fundantes nas frentes de batalha: Social, Institucional e de Ideiais.

36 – É importante localizar melhor os obstáculos e deficiências que entravam a aplicação das linhas de ação e construção partidárias. Um destes entraves é que a ação política e a construção partidária não atuam de forma conjunta como rede organizada que potencialize nossa mobilização junto ao povo e trabalhadores.

37 – Na linha de construção organizativa a direção estadual deverá priorizar a capital e municípios com mais de 100 mil habitantes, e em especial, as 26 cidades com mais de 200 mil eleitores, nos quais os Comitês devem ser consolidados (e seus comitês auxiliares) debatendo-se um projeto político estruturante e das linhas de acumulação, consolidando suas direções com funcionamento regular. Ao lado disso, retomar a vida militante, organizada e permanente das organizações de bases nesses municípios.

38 – As 27 cidades com mais de 200 mil eleitores devem ter acompanhamento permanente, com responsabilidades divididas entre os membros do secretariado, da CPE e do Comitê Estadual. Isto para que possamos ter ação indutora do ponto de vista político e de estruturação partidária. Dentre elas destacar os 9 municípios que tem mais de 500 mil habitantes (Capital, Guarulhos, Campinas, Osasco, S.B.C, Sto André, S. J. Campos, Ribeirão Preto, Sorocaba).

39 – O Comitê Estadual deve adotar medidas extensivas, que permitam às demais cidades trabalhar perseguindo o fortalecimento partidário. Necessitam melhor conhecimento de suas realidades e a consequente elaboração de um projeto político do Partido municipal.

40 – É preciso consolidar Bases já existentes e discutir a construção destas em áreas estratégicas (grandes empresas, universidades, bancos, comercio, categorias profissionais, bairros de trabalhadores, entre outros).

41 – Nos maiores municípios, deverá ser debatido a instituição de um Fórum de Quadros de Base (Secretários de Base), que ajude na ativação de organismos diretamente ligados as lutas do povo e dos trabalhadores, com funcionamento regular, firmando pauta e agendas de atividades, propiciando troca de experiências, formulação de lutas e potencialização de ações. As secretarias de organização precisam se concentrar mais na elaboração e construção desta agenda como líderes perante a direção e o coletivo militante.

42 – Precisamos passar em revista todo o sistema organizativo do Partido no Estado: Comitê Estadual e seus órgãos, macro-regiões, municipais, distritais e bases. Com base nesta avaliação, produzir um Plano de Estruturação partidária que explicite concepção, prioridades, metas e responsabilidades.

43 – A capital se apresenta como um desafio crucial. Temos enfrentado estagnação e reveses na principal cidade do país. Estamos falando de uma metrópole que passou por mudanças profundas no último período. Mudanças estas que não conseguimos ainda compreender na sua inteireza e principalmente, em relação as quais não conseguimos atualizar nosso posicionamento, renovar nossos desafios, para firmarmos nossa identidade.

44 – Atentar para a condução de nosso mandato de Deputado Federal e de nossos estaduais, visando maior sinergia de esforços Partido/mandatos. Também criar esta sintonia com os mandatos de prefeitos e vereadores.

45 – Estes desafios convocam toda a militância e os quadros partidários para uma ação corajosa, que visa colocar o PCdoB no estado de São Paulo num novo e mais elevado nível de intervenção política e social, de maneira estrutura e consistente.

Comunistas fazem grande evento do dia da consciência negra em Santo André

Organizado pelo membro da direção municipal do PCdoB de Santo André Professor Davidson Ribeiro o evento em homenagem ao dia da consciência negra na Concha Acústica em Santo André foi um grande sucesso. Com muito samba e bateria das escolas de samba Leões do Vale e Tradição de Ouro, que tem como Presidente outro militante comunista, Luizinho da Tradição.

Muitos filiados e filiadas do PCdoB estiveram presentes prestigiando o evento e dando apoio a essa data de luta contra o racismo e o preconceito que ainda existe em nossa sociedade.

Professor Davidson fala aos presentes

Professor Davidson fala aos presentes

Bateria Batucada de Ouro da Tradição fez uma grande festa

Bateria Batucada de Ouro da Tradição fez uma grande festa