De cabeça fria e coração quente, avaliação de um militante comunista sobre o 17 de Abril

Hector Palma é estudante da UFABC, militante da UJS e do PCdoB de Santo André.

Hector Palma é estudante da UFABC, militante da UJS e do PCdoB de Santo André.

Agora, quase 24 horas depois do tribunal de exceção fantasiado de circo que foi o parlamento brasileiro, depois que muitos amigos se pronunciaram sobre o tema, vou dizer o que penso, já que estou agora, como diria um camarada, de cabeça fria e coração quente.

Primeiramente devemos analisar os atores que querem a saída da presidenta, ou seja, o povo, e os formadores de opinião, falemos primeiramente a respeito dos formadores de opinião.

Os formadores de opinião, iludiram o povo, criaram na Dilma e no PT o espantalho correto para canalizar todos os males do país, o partido que mais se aventura na empreitada golpista, o DEM, é campeão do ranking de corrupção, em segundo lugar, está o PMDB, ou seja, foi de uma hipocrisia tremenda eles justificarem seu voto pelo combate a corrupção. A Rede Globo, disse para o povo que todos os problemas da economia do país estão relacionados unica e exclusivamente ao PT, as pessoas acreditaram, e deixaram de olhar para a problemática internacional, e é claro, algo que pouco se comenta, o fato de que existe um boicote por parte dos investidores contra o governo, e assim, os parlamentares da oposição votaram a favor do impeachment pela economia, só se esqueceram que uma política econômica desastrosa não é crime de responsabilidade, e isso se muda nas urnas. A Fiesp, que assim como a Globo foi apoiadora do Golpe de 1964, é contra os direitos trabalhistas, e também vende bem seu peixe, ao dizer que os problemas do país estão relacionados apenas ao PT, não preciso dizer que é mentira, a situação econômica internacionalmente é adversa, a corrupção não nasceu ontem, e nem acabara com a saída do PT. Quanto aos parlamentares no geral, 60% deles estão envolvidos com praticas ilegais, que somam corrupção, compra de votos, e até homicídio, estão lá por que herdaram o nome do pai, ou por conta de um bom casamento, defendem os interesses de suas próprias famílias, bradam contra a corrupção, e falam que é pelas pessoas que estão nas ruas, mas são corruptos, nunca olharam para os que lutam por emprego, moradia, terra para trabalhar, direitos.

Quanto ao povo, deste eu tenho pena, enganados por quem não pensa pelos direitos, vontade, e sonhos do povo, vão as ruas, em um movimento de massa alimentado pelo ódio que todos os outros atores incitam, sentem ódio, se recusam a conversar sobre o tema com quem discorda de seu ponto de vista, estão sendo enganados por um exercito de serpentes(que são os verdadeiros corruptos, reparem que em nenhum momento retiro a parcela de culpa do PT pela corrupção), algumas pessoas, vão para a rua por puro preconceito de classe e cor, ao dizer que esse é um governo que apenas sustenta vagabundo, dizem que sindicatos, movimentos estudantis e de sem-terra, são apenas para reunir vagabundos, mal sabem eles que quem está lutando pelo emprego, pela educação, ou pela terra, é o trabalhador que precisa gritar que quer trabalhar, falam contra os programas sociais, mas nunca sequer abriram um livro sobre o tema, estão cheios dos preconceitos plantados pela mídia em todos os últimos anos.

Sobre a votação de ontem, achei cômico, primeiramente queria dizer sobre a demonstração de machismo por parte dos deputados, quando uma mulher ia dar seu voto, a interrompiam, a pegavam pelo braço, não respeitavam sua fala, realmente, o machismo está instituído. Em segundo lugar, algo que ficou bem claro, não foi votado o impeachment pelo motivo que deveria ser votado, deveriam votar se SIM, ou se NÃO, se concordavam ou não que a Dilma deveria ser impedida por pedaladas, contudo, só vi um deputado votar sim por conta das pedaladas, quanto aos outros, fica clara a falta de preparo, não seguiram o que a norma manda, votaram em nome de Deus, votaram “pelo futuro dos MEUS filhos” mas não votaram pelos trabalhadores que correm o risco de perder seus direitos com a aliança FIESP/PMDB, não votaram pelos pobres, negros, aliás, votaram em sim sem motivo algum, ou melhor votaram por um grande motivo, para manter seus negócios com o dono da casa, Eduardo Cunha, acham que Cunha como vice-presidente de Michel Temer é um bom jogo, ora, é incompatível um voto contra a corrupção que seja em favor de Cunha, e mais uma vez, voltamos a questão central, não era pra votar sobre corrupção, por que a Dilma é limpa, era pra votar um crime de responsabilidades, que não foi votado, o que aconteceu ontem na câmara, foi uma demonstração de coronelismo, hipocrisia, foi uma demonstração de como usar o nome de Deus em vão, foi uma demonstração de despreparo total, Jair Messias Bolsonaro, votou em homenagem ao coronel Brilhante Ustra, torturador e carrasco da ditadura, que em suas sessões de tortura introduzia ratos nas genitais femininas, homenageou os ditadores de 64, que mandavam prender e matar qualquer um que discordasse do pensamento que deveria ser o dominante, sempre que um deputado contra o impeachment ia dar seu voto, este era constrangido, atacado, humilhado(como humilharam Jean Wyllys e muitos outros e outras) quando alguém a favor da democracia ia dar seu voto, vinha na minha cabeça uma pessoa andando em meio aos animais mais sujos fedorentos e escrotos, que domados pela raiva mal podiam esperar a vontade de arrancar-lhes os pedaços, vi ao vivo e em HD uma enorme demonstração de ódio na câmara dos deputados, estava esperando homens e mulheres votando de acordo com a Lei, mas vi homens e mulheres cagando pela boca.

Tenho minhas críticas ao PT, não acho que o governo Dilma esteja sendo bom(nem ela acha isso), não concordo com a atual política econômica, não concordo com as concessões para a elite, não estou feliz com a recessão, desemprego, inflação, quero que tudo isso acabe logo, mas a saída só pode ser pela esquerda, não concordo com a corrupção da qual quase todos os partidos fazem parte, mas entendo que lutar contra isso, defendendo coronéis, latifundiários, torturadores, defendendo o silenciamento de opiniões contrárias, rasgando a constituição que nos garante democracia e liberdade, seria o mesmo que apoiar Mussolini na Itália dos anos 20, Hitler na Alemanha dos anos 30(sim Hitler, afinal o discurso racista está sempre ao lado das figuras caricatas que querem o impeachment).

O resultado de ontem não me importa, pois é ilegítimo, a maioria dos que votaram a favor do impeachment tem um nível de preparo comparado a um pedaço de dejetos suínos, o que me importa, é que o Império do Ódio, ou como diria Chico Buarque, o Estandarte do Sanatório Geral, vai ser combatido nas ruas, nas faculdades, nos bairros, escolas, sindicatos, trabalhadores do campo e da cidade, o povo desse país já lutou muito contra esses que novamente se erguem, e lutará de novo, mais uma vez sem medo, não temos o direito de fazer menos do que nossos camaradas do passado fizeram, lutaremos até a última gota, para renovar a tinta vermelha de nossas bandeiras, VENCEREMOS!!!! NÃO VAI TER GOLPE!!! SE TIVER GOLPE, RESISTIREMOS!!!

Delatado na máfia das merendas, secretário de Alckmin foi a Brasília votar no golpe de Cunha e Temer

Investigado no escândalo da mafia da merenda, Duarte Nogueira é um dos cinco integrantes do primeiro escalão do governo de São Paulo que se afastaram do cargo

Duarte Nogueira, deputado federal...

O secretário de Transportes e Logística de São Paulo, Duarte Nogueira, é um dos cinco integrantes do primeiro escalão do governo Geraldo Alckmin (PSDB) que decidiram se licenciar de seus cargos para ir a Brasília votar pelo impeachment da presidenta Dilma Rousseff (PT).

Um dos políticos citados nas delações dos presos na primeira fase da Operação Alba Branca, que investiga fraudes na compra de merenda para escolas municipais e estaduais de São Paulo, Duarte Nogueira seria, segundo as acusações, beneficiário das propinas de 10% do valor dos contratos pagas pelo grupo a agentes públicos. Ele nega as acusações.

O processo de impeachment tem como base as chamadas pedaladas fiscais que a presidenta Dilma teria cometido ao longo do mandato.

Enquanto a presidenta Dilma assinou 6 decretos suplementares, Alckmin assinou, pelo menos, 31.

 

NOTA PCdoB – Barrar o golpe no Senado!

NOTA PCdoB

Barrar o golpe no Senado!

A Câmara dos Deputados, por maioria dos seus votos, desferiu um golpe na democracia ao aprovar a admissibilidade do impeachment fraudulento contra a presidenta Dilma Rousseff. Os debates na Comissão Especial e no Plenário daquela Casa demonstraram cabalmente que a presidenta não cometeu crime de responsabilidade. A presidenta Dilma sequer é investigada. Teve a vida vasculhada e nada absolutamente nada foi encontrado contra ela. É honesta, proba.

Portanto, o que foi aprovado é uma afronta à Constituição, ao Estado Democrático de Direito e à consciência democrática nacional. A votação da admissibilidade de um impeachment sem base legal conduzida por Eduardo Cunha, réu no Supremo Tribunal Federal (STF), é uma agressão inominável à dignidade dos brasileiros e brasileiras e à reputação do Brasil ante o conjunto das nações democráticas.

Esse impeachment inconstitucional colide com a convicção de eminentes juristas, de um conjunto representativo de advogados, com um elenco de intelectuais e artistas, com a comunidade de dezenas de universidades e se confronta com o brado de “não vai ter golpe” que o povo e os trabalhadores, as trabalhadoras, em coral de centenas de milhares têm entoado nas ruas.

Os golpistas sob a chefia do conluio Temer, Cunha e Aécio, macularam a Casa do Povo e da democracia. O povo e a história saberão cobrar os responsáveis por essa deplorável decisão.

O pretenso governo Temer, tendo Eduardo Cunha como vice, com apoio de Aécio Neves, dos tucanos, seria ilegítimo, em vez de “pacificar” ou “salvar” a Nação, iria dividi-la ainda mais. Não se pacifica um país com golpe de Estado. Temer seria incapaz de retirar o país da crise. Muito ao contrário, seu governo seria retrocesso político, com a mutilação da democracia, corte de direitos do povo e dos trabalhadores e aviltamento da soberania nacional.

Todavia, a mensagem do PCdoB é de que este confronto está longe de terminar. A luta democracia versus golpismo prossegue. O golpe poderá ser barrado, agora, no Senado Federal, ou na fase de instauração do processo ou na fase de julgamento.

Mais do que antes, é preciso fortalecer e ampliar as mobilizações, conclamando todos os defensores da democracia para ingressarem nessa luta, independentemente de apoiarem ou não o governo. Começa uma nova etapa da batalha, agora, para que o Senado impeça o golpe, dizendo não ao impeachment fraudulento e garantindo a vitória da democracia e a vigência do Estado Democrático de Direito.

A hora é de coragem política e de contundente denúncia, esclarecendo o povo sobre a natureza e as consequências do golpe.

Na história da República, as grandes jornadas democráticas e populares, cedo ou tarde, sempre foram vitoriosas, mesmo sofrendo derrotas ao longo do caminho. Foi assim na luta contra a ditadura militar: a emenda das Diretas foi rejeitada, mas a democracia venceu, logo em seguida.

Prossigamos na luta!

A jornada democrática de hoje, que a cada dia se avoluma, ao final, também, se sagrará vitoriosa!

Não vai ter golpe!

Viva a democracia

Brasília, 17 de abril de 2016

Deputada Federal Luciana Santos

Presidenta do Partido Comunista do Brasil-PCdoB

Luciana Santos - Presidente Nacional do PCdoB

Luciana Santos – Presidente Nacional do PCdoB

Alegria e força unem artistas contra o golpe e pela democracia

O ato de artistas, intelectuais e movimentos contra o impeachment da presidenta Dilma Rousseff, na noite desta segunda-feira (11), na Lapa, foi marcado pela amplitude e pluralidade. Em comum, entre as mais de 50 mil pessoas que lotaram a Fundição Progresso e acompanharam o evento, que terminou se estendendo aos Arcos da Lapa, havia a disposição de defender a democracia e dizer não ao golpe em curso. O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva participou da manifestação.

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Estiveram presentes artistas como Chico Buarque, Beth Carvalho, Alceu Valença, Otto, Tico Santa Cruz e Flávio Renegado, o humorista Gregório Duvivier, os atoresAntônio Pitanga e Letícia Sabatella, os escritores Ziraldo, Eric Nepomuceno e Fernando Morais, o teólogo Leonardo Boff, e os dramaturgos Aderbal Freire Filho e José Celso Martinez Correa.

Apesar de ser um ato da Cultura em defesa da democracia, políticos, juristas, movimentos sociais e militantes de partidos como PT, PCdoB, PSOL e PDT também compareceram. Entidades como UNE, MST, MTST, CTB, CUT, Unegro, Federação Única dos Petroleiros (FUP) estiveram representadas. E, do lado de fora, uma verdadeira multidão ocupou os Arcos da Lapa para acompanhar a atividade por um telão.

Os discursos foram pautados pelo combate ao golpe e apontaram a falta de fundamentos jurídicos e de crime de responsabilidade no pedido de impeachment que tramita no Congresso. Alguns oradores, críticos ao governo federal, deixaram claro que não se trata de defender as ações da presidenta Dilma Rousseff, mas, sim, a própria democracia, quem está sob ataque da oposição.

Um manifesto assinado por diversas personalidades foi lido por Nepomuceno. O texto classifica como “ressentidos da derrota e aventureiros do desastre” os apoiadores do impeachment. “Entendemos claramente que o recurso que permite a instauração do impedimento presidencial integra a Constituição Cidadã de 1988. E é por respeito a essa Constituição que seu uso indevido e irresponsável se constitui um golpe institucional. Quando não há base alguma para sua aplicação, o que existe é um golpe de Estado”, diz o documento.

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Chico Buarque subiu ao palco, deu um abraço em Lula e disse que não pretendia falar, por já haver se manifestado no ato do dia 31 de abril. Mas, diante dos apelos do público, que entoou um “Chico, eu te amo”, ele mudou de ideia. E brincou: “Eu já vi que vocês amam todo mundo. Quero dizer que nós amamos essa energia toda, da juventude, que está junto com a gente em defesa da democracia! Não vai ter golpe!”, discursou.

Dilma Rousseff: Sou imensamente grata pela parceria do PCdoB

A presidenta Dilma Rousseff encaminhou mensagem ao PCdoB em celebração aos 94 anos do partido. A mensagem foi lida na sessão solene na Assembléia Legislativa da Bahia realizada nesta segunda-feira (4), comemorativa ao aniversário do partido. Declarando-se grata pela parceria dos comunistas, Dilma afirmou que “a conjuntura é difícil e, sem o PCdoB, seria mais difícil ainda”.

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A presidenta se dirigiu ao PCdoB como “partido que protagonizou tantas lutas e conquistas em favor do Brasil. Um partido com uma forte e corajosa história. Um partido capaz de se reinventar a cada momento sem nunca perder a identidade. Um partido comprometido com as lutas pela soberania, pela democracia e pela justiça social”. Dilma afirmou também que é “um extraordinário alento saber que estaremos juntos sempre que estiverem em jogo os interesses do Brasil”.

A mensagem presidencial condena as agressões ao Estado Democrático de Direito e o aumento da intolerância e da truculência, mas afirma que isto não prevalecerá. “Sabemos o que é sobreviver à pressão de poderes imensos que se unem e conspiram contra a democracia”, diz o texto. Confiante e disposta, a presidenta afirma ainda: “Vamos vencer as forças do retrocesso. Contra elas temos o caráter pacífico de nossas ações, temos uma relação histórica de proximidade com o povo, com os trabalhadores e com os movimentos sociais. Temos o mais importante em uma democracia: 54 milhões de brasileiros e brasileiras me delegaram este mandato, que exerço em parceria com o PCdoB”.

Mais adiante a presidenta conclama “o desarmamento dos espíritos para que, sem abrir mãos das ideias e propostas, consigamos restabelecer a tranquilidade política e retomar o crescimento econômico – com mais emprego, mais direitos e mais inclusão” e fala das muitas conquistas obtidas nos últimos 13 anos.

Ao final, Dilma Rousseff reforça sua parceria com os comunistas: “Conto com o PCdoB para recolocar o Brasil na rota do desenvolvimento, com mais conquistas sociais e mais democracia”.

Leia abaixo a mensagem presidencial:

Mensagem da Excelentíssima Senhora Presidenta da República, Dilma Rousseff, em celebração aos 94 anos do PCdoB

Salvador, 04 de abril de 2016

Dirijo-me aos companheiras e companheiros do PCdoB neste momento de celebração dos 94 anos deste partido que protagonizou tantas lutas e conquistas em favor do Brasil. Um partido com uma forte e corajosa história. Um partido capaz de se reinventar a cada momento sem nunca perder a identidade. Um partido comprometido com as lutas pela soberania, pela democracia e pela justiça social.

Sou imensamente grata pela parceria do PCdoB – comigo, com meu governo e com o projeto estratégico que nos une e nos mobiliza. É um extraordinário alento saber que estaremos juntos sempre que estiverem em jogo os interesses do Brasil.

A conjuntura é difícil e, sem o PCdoB, seria mais difícil ainda.

A intolerância, a truculência e as agressões ao Estado Democrático de Direito estão crescendo, mas não se imporão. Sabemos o que é lutar contra forças poderosas sem desistir e sem nos entregar ao desânimo. Sabemos o que é sobreviver à pressão de poderes imensos que se unem e conspiram contra a democracia.

Sabotar os esforços que adotamos para superar a crise, propor “pautas bomba”, propor o golpe apresentando pedido de impeachment sem crime de responsabilidade, permitir quebras ilegais de sigilo, publicar histórias ficcionais machistas e preconceituosas e pedidos de renúncia em editoriais de primeira página – vale tudo para chegar ao governo que lhes foi negado pelo voto popular.

Lutarei, e conto com o PCdoB para fazê-lo, para preservar o mandato que me foi conferido pelo voto popular e pela continuidade do nosso modelo de desenvolvimento. Não vou me calor. Vou me defender e defender nosso projeto, e sei que posso contar com o apoio de vocês.

Não esperem de mim silêncio e resignação. Nunca me conformei com a injustiça e não será agora que isto vai acontecer. Sobretudo agora, quando está em jogo o próprio Brasil, Brasil que tanto amo, e do nosso povo que jurei representar.

Vamos vencer as forças do retrocesso. Contra elas temos o caráter pacífico de nossas ações, temos uma relação histórica de proximidade com o povo, com os trabalhadores e com os movimentos sociais. Temos o mais importante em uma democracia: 54 milhões de brasileiros e brasileiras me delegaram este mandato, que exerço em parceria com o PCdoB.

Defendo a pacificação dos ânimos. Defendo o desarmamento dos espíritos para que, sem abrir mãos das ideias e propostas, consigamos restabelecer a tranquilidade política e retomar o crescimento econômico – com mais emprego, mais direitos e mais inclusão.

O Brasil quer paz, quer democracia e quer tranquilidade para voltar a avançar. A preservação das conquistas sociais e econômicas dos últimos 13 anos depende de um ambiente menos conflagrado.

Quando menciono conquistas, falo dos 36 milhões que superaram a extrema pobreza e dos 63 milhões que tiveram acesso à saúde com o Mais Médicos. Penso nos 9,4 milhões de jovens e trabalhadores beneficiados pelo Pronatec, e nos 4,5 milhões de jovens que entraram nas universidades graças ao ProUni e o Fies. Lembro ainda os 10,5 milhões de brasileiros e brasileiras que têm moradia própria e digna por causa do MCMV. Fizemos muito e, juntos, vamos fazer muito mais.

Todas as conquistas dependem da democracia e todos nós precisamos da normalidade institucional para voltar a crescer e gerar empregos, promovendo um grande caminho de oportunidade para o nosso povo. Só encontraremos soluções se pudermos conviver e defender todas as propostas e ideias num ambiente de legalidade.

Conto com o PCdoB para recolocar o Brasil na rota do desenvolvimento, com mais conquistas sociais e mais democracia.

Longa vida ao PCdoB!

Um abraço a todos.