NOTA: PCdoB de Santo André contra o aumento abusivo da tarifa no transporte coletivo

O Partido Comunista do Brasil em Santo André foi pego de surpresa, assim como toda população Andreense com a notícia da publicação do decreto de aumento da tarifa de ônibus neste dia 29 de Dezembro pelo Prefeito Carlos Grana (PT).
O reajuste será de 10,52%, acima da inflação registrada no ano. O decreto estabelece ainda novo valor para o vale-transporte pago pelas empresas, que passa dos atuais R$ 4,50 para R$ 5.
O atual Prefeito Carlos Grana (PT) havia se comprometido durante o período eleitoral em não aumentar a tarifa do transporte público municipal para 2017, infelizmente não foi isso que vimos com o decreto publicado nesta quinta-feira (29/12).
O PCdoB entende que no momento político e econômico que vivemos na região e no País, esse aumento apenas prejudica os trabalhadores, e as classes menos favorecidas, que se utilizam do transporte público diariamente, além de beneficiar a máfia do transporte público e aumentar ainda mais o lucro milionário de seus empresários.
Na campanha eleitoral o Prefeito eleito Paulo Serra (PSDB) garantiu que não haveria reajuste na tarifa de transporte, pedimos que caso o novo Prefeito que toma posse no próximo dia 01/01/2017 cumpra sua promessa de campanha revogando o aumento assinado pelo atual Prefeito Carlos Grana (PT).
Movimentos sociais, partidos políticos, população em geral começa a se movimentar afim de lutar contra esse aumento, o PCdoB é contra o aumento abusivo da tarifa do transporte e está ao lado dos trabalhadores e das classes menos favorecidas de nossa Cidade neste momento.É preciso unidade na luta para barrar esse aumento injusto contra o nosso povo.
Atenciosamente
COMITÊ MUNICIPAL PARTIDO COMUNISTA DO BRASIL
SANTO ANDRÉ/ SP.
 
 

De olho na rápida ascensão de Flávio Dino, PCdoB mira presidência em 2018

Governador do Maranhão diz preferir reeleição. Partido pretende anunciar um candidato em março

O Estado do Maranhão ganhou 2.000 quilômetros de rodovias desde que o governador Flavio Dino (PCdoB) foi empossado, em 1º de janeiro de 2015. Dois desses quilômetros levam ao pequeno município de Paço do Lumiar, na região metropolitana da capital São Luís, onde Domingos Dutra, petista histórico que migrou no ano passado para o PCdoB, foi eleito prefeito neste ano. Embalado pelos bons resultados da gestão Dino, o PCdoB elevou de 14 para 46 o número de prefeituras no Maranhão, onde a coligação do Governo venceu 150 das 217 disputas na eleição municipal. Os resultados são tão bons que animam os admiradores de Dino a pensar em destinos mais distantes. Os 2.000 quilômetros novos de rodovias, comenta-se em São Luís, equivalem à distância entre a capital maranhense e Brasília. Teria o comunista pavimentado em apenas dois anos de Governo seu caminho para uma candidatura ao Palácio do Planalto?

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O próprio Flávio Dino espanta a possibilidade de se candidatar à presidência em 2018. “Sou candidato à reeleição se Deus me der vida e saúde. Porque nós temos uma tarefa inconclusa no Estado”, disse o governador em entrevista ao EL PAÍS. Mas a presidenta nacional do partido, a deputada federal Luciana Santos (PE), diz que o governador ainda ficou de se posicionar sobre o assunto perante o partido. “Neste ambiente de falta de perspectiva, o PCdoB tomou uma definição: lança em março seu candidato à presidência. Ele [Dino] ficou de refletir”, diz a deputada, que comanda um partido obrigado a se reposicionar com a saída do PT do poder, de quem foi o mais leal parceiro em quase 14 anos, e com a perspectiva de uma pulverizada disputa presidencial.

Em um momento de crise na esquerda brasileira, com seu principal partido, o PT, atravessando o pior momento de sua história, o nome de Flávio Dino, um ex-juiz federal que vai passando ileso pela apocalíptica Operação Lava Jato e ostenta 61% de aprovação popular, parece se apresentar naturalmente ao posto de liderança nacional. O governador destaca que, desde o impeachment de Dilma Rousseff — contra o qual atuou —, vem tentando se manter longe do debate político nacional. Mas todas as suas manifestações sobre o assunto, em entrevistas ou por meio de redes sociais, parecem carregar o tom da liderança esquerdista que ele, segundo suas próprias palavras, tenta evitar.

Não faltam números para explicar o sucesso do governador comunista — e seu Governo faz questão de expô-los constantemente, em reação a uma oposição que governou o Maranhão por mais de 50 anos e que tem apontado os limites da atual gestão por meio de grandes veículos de imprensa e de numerosos blogs que alimentam a luta política nas redes sociais. Neste fim de ano, Flávio Dino celebrou uma redução de 47,5% da mortalidade infantil em 30 cidades atendidas pelo programa Força Estadual de Saúde (Fesma). Além disso, a capital São Luís se aproxima de atingir o tratamento de 40% de seu esgoto — até o meio do ano, tratava apenas 4%, e a meta é atingir 70% até o meio de 2018.

As políticas bem sucedidas — entre elas estão a proeza de não ter atrasado salários em um ano em que quase todo mundo atrasou e a melhoria das condições em um sistema prisional que ficou marcado pelas barbaridades do Complexo de Pedrinhas — atraíram para a órbita de Dino uma série de políticos, que renderam ao PCdoB um número de candidaturas (103) recorde neste ano. “O PCdoB é um partido forte, que reúne todas as condições para fazermos um grande trabalho em prol da cidade de Barão de Grajaú”, discursou em outubro de 2015 o prefeito Gleydson Resende, ao trocar o PR pelo partido comunista. Um ano depois, Resende seria reeleito como um dos 46 comunistas vitoriosos no Estado.

O resultado eleitoral deste ano animou o governador maranhense a antever um 2017 ainda melhor para o Estado, apesar da esperada intensificação no aperto financeiro, como consequência da crise econômica nacional. “Nós teremos em 2017 um cenário de trabalho com as prefeituras num clima melhor. Não que a gente não trabalhe com prefeituras que não são da nossa posição política, mas há uma identidade programática melhor, o que facilita o diálogo”, diz Flávio Dino, que completa: “Isso autoriza que a gente imagine o nosso fortalecimento político em 2018, com a reeleição no Governo e a eleição de deputados que consolidem a transição maranhense”. Ou brasileira.

Fonte: El País